terça-feira, 28 de agosto de 2012

Três Filmes Que Eu Vi #03


~Vou Rifar Meu Coração (2012)


A música talvez seja a mais bela das artes. Ela nos guia por todos os momentos da vida, nos ruim, nos alegres, na vitória ou na derrota. Cada um com o seu gosto em particular, mas sem nunca perder o prazer em ouvi-la. O estilo “Brega” provavelmente nasceu no Nordeste e possui em suas letras o amor em suas diversas formas muitas vezes sendo sinônimo de cafona, porém nada mais do que retratando a realidade, afinal, quem nunca teve desilusão amorosa?

Premiado nacional e internacionalmente, o documentário “Vou Rifar Meu Coração”, com direção da Ana Rieper, mostra histórias de amor que são guiadas pelo ritmo típico do Nordeste mostrando que muitos se vêem nas letras cantadas por Amado Batista, Wando, Roberta Miranda. Uma grande parte do filme se passa no território sergipano e nele uma figura emblemática da região, Osmar Farias, aparece contando a sua história de vida dupla amorosa que dura mais de trinta anos com frutos de filhos, netos e bisnetos.

Com 78 minutos de duração o filme passa por outros estados nordestinos e mostra além do bígamo o amor entre uma ex-prostituta e um homem que se apaixonaram a primeira vista, um travesti que se prostitui na rodovia, um frentista de posto de combustível que sofreu traição, um radialista que dava espaço para os apaixonados na sua programação. O filme é adorável não só pelos depoimentos, mas pelo mesmo motivo que faz essas músicas serem sucesso: a identificação com muitas das histórias.

A Música que dá nome ao filme " Eu Vou Rifar Meu Coração" cantanda por Lindomar Castilho


Trailer:

~ La Casa Muda (2010)


Esse filme de terror uruguaiu de baixo orçamento, baseado em fatos reais ocorridos na década de 40 num vilarejo do Uruguai. Rodado em apenas 4 dias as filmagens resultaram em 78 minutos e cabou indo pra Cannes. O filme conta a história de Laura e do seu pai Wilson que vão trabalhar na limpeza de uma casa que entrará a venda. Quando estão a sós coisas estranhas acontecem nessa casa, um barulho faz Laura pedir pro seu pai ir averiguar o que acontecia. Ele vai ver o que acontecia e ela fica sozinha embaixo esperando-o.

Não tenho muito a falar desse filme, mas, ele é daqueles que eu não indicaria a ser visto. Estreou esses dias a versão americana dele e do fundo do coração espero que seja melhor que a latina.

Trailer: 


~ Jesus Henry Christ (2012)


Já pensou em ter uma mega memória onde tudo o que você já viveu desde que nasceu está intacto na sua mente? Pois isso é o que acontece com Henry James Herman, segundo maior QI do mundo. Criado por sua mãe, que ele chama de Patricia, e seu avô, desde pequeno mostra-se ser diferente dos colegas de sala e aos 10 anos de idade resolve ir atrás do seu pai biológico. Pai este doador de sêmen que o seu avô dá um jeitinho de ajudar a achá-lo mesmo contra a vontade da mãe de Henry. Em busca do pai perdido Henry encontra o Doutor O'Hara e a sua filha Audrey, tese de um livro do seu pai.


Essa é a primeira produção da [linda mulher rs] Julia Roberts e não deixa a desejar. Achei esse filme parecido com a Pequena Miss Sunshine, talvez pela Toni Collette ser mãe do Henry, ou pelo contexto familiar sem pé nem cabeça, ou mesmo pelo fato do  Henry ser (quase) tão amável quando a Olive. O tonto Doutor O'Hara é um meigo que só faz o filme ficar melhor e mais cômico assim como sua filha emburrada. O jovem Jason Spevackque interpreta o Henry atuando bem e em algumas cenas até hoje me pergunto como ele conseguiu falar tudo aquilo.

Não bastando o filme ser adorável ele acaba com a música "Home" por Edward Sharpe & The Magnetic Zeros: 



Trailer: 

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