segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ainda te amo, mas preciso de um tempo...




Julieta,

Quando desistimos daquela parada de fugir, forjar morte e tudo mais, pensei que as coisas seriam fáceis.
Achei que seus pais parariam de frescura por causa do meu sobrenome e que mamãe acabaria te aceitando como nora; que seria divertido dividirmos o teto e a cama e que mesmo nossa pouca idade não seria empecilho.
No começo, tudo foram flores... Você tinha uns quilos a menos e eu, umas horas a mais com os amigos.
O problema é que poucos meses depois, as coisas mudaram... Calcinhas no box do banheiro e ciúme de algum comentário que façam no Facebook, eu até aguento. Mas tem mais Jú, muito mais.
Não posso atrasar vinte minutos que você começa a ligar desesperadamente, sua comida é horrível, sua carência é assustadora e até o sexo tá perdendo a graça.
Ainda te amo, mas preciso de um tempo.

PS: Deixei a roupa suja no cesto. Venho buscar qualquer hora dessas.
Se precisar, mande um e-mail. Vou ficar hospedado na casa de um amigo.

Beijo,
Romeu.



Retirado de: http://relicariovazio.blogspot.com.br/2012/05/descarta.html

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