terça-feira, 22 de novembro de 2011

Baleia


Baleia estava para morrer
Não comia não bebia
Tudo a fazia sofrer
Agora Fabiano quem faria
Com o pesar no coração,
Ela era da Famía

Fabiano resolveu matá-la
Foi buscar a espingarda
Baleia tudo sentia
Ficou em posição de guarda


De dentro de casa
Sinhá e os filhos esperava
Pela morte certeira
Daquela cachorra amada

Os menino não agüentaram
o berreiro começou
Arredar dalí não iam
Mainha os prendia

De tão frouxo que era
Fabiano o tiro errou
Pegou bem na cintura
Depois disso ela amargou

Os zois esfumaçaram
A boca secou
Baleia nem sabia
Que o final da vida chegou


E era assim que ia acabar?
Tava cabrera com Fabiano
Um tiro nos quartos ?
Depois de todos esses ano


Mas do que adiantaria?
Sua vida já estava perdida
Todos esse anos foram até bão
Pra quem vive no sertão

A noite chegou gelada
Um frio de os pelos arrupiar
O som das cabras a faz perguntar
Cade esses menino pra me ajuda?
Já que não tinha,não era ela que ia se importar
Pra cozinha foi deitar
Num cantinho que sua Sinhá preparava


Uma cesta boa a esperava
No outro dia tudo voltaria ao normal
Cabra,boi e cavalos pra cuida
Correr com os menino pelo quintal

Em guarda outra vez
Pra mostar quem é que manda
Que preás não venham aqui
" Simbora Baleia, anda"

- Bruna Cardoso

Um comentário:

  1. Um dos momentos mais fortes desse ótimo livre chamado 'Vidas Secas'

    abs

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